segunda-feira, 20 de agosto de 2007

O contexto histórico dos Festivais


As décadas de 1960 e 1970 caracterizam os momentos mais importantes dos Grandes Festivais de Música no Brasil, sendo este período marcado por situações turbulentas na área política e social do mundo. Em razão disto, os jovens estudantes tiveram papéis importantes em contraposição às políticas dos seus países.

Em Praga a luta era em oposição à postura do governo Tchecoslovaco à influência da extinta União Soviética; nos Estados Unidos da América os protestos eram desaforáveis a Guerra do Vietnã; na França a briga era contra o presidente De Gaulle. Até mesmo o governo moderado alemão sofreu com a ação de combate as posturas políticas e sociais do país.

Entretanto, deve ser lembrado que neste período o mundo encontrava-se bipolarizado, no auge da Guerra Fria; capitalismo versus socialismo, Estados Unidos versus União Soviética. As nações se viram diante de uma postura que os interpelavam a tomar atitudes que interfeririam no caráter social, político, econômico dos seus países.

Sendo assim, no Brasil, o impacto das políticas mundiais intervieram com quase a mesma intensidade; a ação dos estudantes, contudo, não foi diferente, e a postura em oposição ao regime ditatorial - implantado após um golpe militar de 64, trazendo o General Camilo Castello Branco ao comando do país – sofreu as mais variadas formas de protestos. Durante os 21 anos em que esta federação foi comandada pelos militares, ela tornou-se palco de muitas manifestações contra o autoritarismo deste regime.
Enfim, é neste contexto e talvez graças a este, que se inicia a era dos grandes festivais de música popular brasileira (cuja abreviação daria nome a um novo estilo musical genuinamente brasileiro, a MPB).

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